Mamoplastia Redutora e Mastopexia

Este tipo de cirurgia é indicada para pacientes que apresentam hipertrofia mamária (mamas grandes), ptose mamária (mamas flácidas e caídas) causada por atrofia mamária pós-gestacional ou grandes emagrecimentos, ou ainda para corrigir assimetrias mamárias. A cirurgia retorna as mamas para a posição habitual e modifica o tamanho conforme o desejo da paciente, restaurando a harmonia e as proporções corporais. A diminuição do peso das mamas, a melhora do formato e a eliminação da flacidez de pele e de algumas estrias que se localizam na porção inferior da mama geralmente determinam melhora na auto-estima e nos relacionamentos interpessoais. Há também uma melhora postural e diminuição da sobrecarga de peso na coluna tóraco-lombar, uma vez que mamas muito grandes contribuem para o surgimento de dorsalgias, além das tão indesejáveis marcas das alças nos ombros.

Considerações Técnicas
O emagrecimento após a cirurgia acabará por reduzir e fazer cair um pouco a mama, podendo acarretar em prejuízo ao resultado estético. Por isso o ideal é atingir o peso desejado, operar, e manter o peso após o procedimento. O resultado tardio da operação depende ainda do tipo de pele, presença de estrias, e principalmente das características do parênquima mamário (proporção de gordura e glândula). Nos casos mais desfavoráveis, pode-se lançar mão da inclusão de implantes mamários para otimização dos resultados. A cirurgia normalmente não interfere na capacidade prévia de lactação e alterações de sensibilidade costumam resolver-se em alguns meses.

Procedimento Cirúrgico
A intervenção se efetua com as opções de anestesia peridural ou geral. Uma incisão periareolar, em “I” ou ” T invertido” é feita, de acordo com o formato e volume da mama, estrutura e desenho da aréola. O cirurgião então retira o excesso de glândula mamária e/ou gordura, elimina o excesso de pele, reposiciona a aréola e faz a sutura para garantir o novo formato. A mamoplastia redutora geralmente dura de 2 a 5 horas.

Cicatrizes
As técnicas cirúrgicas evoluíram muito e atualmente há uma tendência em diminuir cada vez mais o tamanho das cicatrizes. Nas mamas grandes e caídas, a extensão da cicatriz é proporcional ao volume. Nas mamas médias ou pequenas, consegue-se uma cicatriz bem menor. Embora no início as cicatrizes sejam avermelhadas e salientes, com o tempo elas vão desaparecendo e se tornando mais finas e discretas, sendo facilmente escondidas abaixo de tops ou biquínis.

Pós-operatório
É comum que as mamas se apresentem sensíveis, inchadas e com equimoses nos primeiros dias após o procedimento. A dor pode ser controlada como analgésicos comuns. O uso do sutiã deve ser diário, inclusive para dormir, durante 1 mês. Deve-se evitar dormir de barriga para baixo, evitar grandes esforços ou levantar pesos por um mês ou mais. A avaliação final das mamas apenas poderá ser realizada após 12 meses, quando concluído o processo cicatricial dos tecidos.

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